Polícia Civil

Estado de Sergipe

9 de novembro de 2023, 06:30

Homem é preso em flagrante por cárcere privado e violência doméstica em Estância

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Ele a ameaçava caso saísse de casa sem sua presença

Uma ação integrada entre a Ronda Maria da Penha e a Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis de Estância (DAGV) resultou na prisão em flagrante de um homem de 29 anos pelos crimes de cárcere privado, violência psicológica, ameaça e injúria. Ele foi preso pela Polícia Militar, e o registro do flagrante foi feito na DAGV. O caso ocorreu nessa quarta-feira, 8.

De acordo com as informações policiais, a Ronda Maria da Penha, grupo especial da Polícia Militar, foi realizar uma visita de rotina a uma outra vítima, assistida pela ronda.

Ao chegar na residência, a assistida não morava mais no local, e sim uma outra mulher. Essa outra mulher fez gestos com as mãos, pedindo socorro, pois encontrava-se impedida de sair de casa pelo então companheiro que a ameaçava de morte.

Diante da situação, o homem foi preso, autuado e será apresentado para audiência de custódia no Judiciário. A DAGV solicitou a prisão preventiva para que ele permaneça detido. 

Ainda segundo as informações policiais, o homem já foi preso anteriormente, por três vezes, em flagrante delito por crimes de furtos e violência doméstica praticado contra a mesma vítima. 

A vítima relatou ainda que era proibida de ir para qualquer lugar, até mesmo na porta de casa, sem a presença do agressor, sob ameaça de morte. Ela não possuía celular porque ele não permitia. 

A delegada Marcela Souza alertou que o  Código Penal, desde o ano de 2021, trouxe o crime de violência psicológica.

“[A violência psicológica é] causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação”, explicou a delegada.