Polícia Civil

Estado de Sergipe

8 de março de 2024, 11:28

Dia Internacional da Mulher: Diretora da Dipol relembra chegada ao estado contando trajetória em investigações que interceptam crimes em Sergipe

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Mayra Moinhos enfrentou questionamentos até sobre viajar sozinha para outra região do país e hoje atua em área estratégica da segurança pública sergipana

Diretora da Divisão de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), atuando em apurações que exigem capacidade técnica, experiência e atenção aos detalhes para identificar tentativas de crimes no território sergipano e localizar foragidos da Justiça de Sergipe até mesmo em outros estados do país. Ela é Mayra Moinhos, paulista natural de Marília (SP), que enfrentou questionamentos até sobre viajar sozinha para Sergipe e hoje atua na gestão da inteligência da Polícia Civil sergipana.

Mayra Moinhos relembrou que sempre foi seu sonho se tornar policial. “Eu decidi que queria ser policial. Não importava onde, quando e de qual instituição, mas eu queria ser policial. Então, eu passei a buscar os concursos públicos na região de São Paulo, que eu sou do interior paulista, com um grupo de amigos que estudavam nos cursos preparatórios para concurso”, rememorou a diretora da Dipol.

Quando surgiu a oportunidade do concurso em Sergipe, dos amigos dos cursos preparatórios, apenas Mayra Moinhos veio para o território sergipano. “O pessoal dizia que era muito longe e queria ficar perto de casa. Eu também queria ficar perto de casa, mas eu tinha o sonho de alcançar a profissão. Eu fiz alguns estágios em delegacias, e o objetivo profissional virou um sonho”, contou.

Ao tomar a decisão de vir para Sergipe, Mayra Moinhos ouviu questionamentos que poderiam não ter sido feitos caso ela não fosse mulher. “Eu lembro que o pessoal falava justamente isto: ‘é um lugar que você não conhece, você vai viajar sozinha? Se hospedar sozinha?’. Eu acho que talvez para um homem não seriam feitos esses tipos de questionamentos”, ressaltou.

Ela então seguiu o exemplo que tinha dentro de casa com a mãe. “Eu falei: ‘eu vou sozinha’, porque eu tinha dentro de casa um exemplo de mãe, mulher, esposa, professora que nunca me questionou qualquer decisão em decorrência de eu ser mulher. Ela também foi uma desbravadora que lutou e conquistou o que sempre quis. Então, eu vim para cá em 2006 e completei 17 anos de polícia”, enfatizou Mayra Moinhos.

Dentro da Polícia Civil de Sergipe, Mayra Moinhos se apaixonou ainda mais pela profissão que já exerce há quase duas décadas. “Eu tinha o objetivo de trabalhar no Cope. Sempre tive muito apoio do Cope nas minhas investigações e operações tanto no interior, quanto na capital. Minha primeira lotação na capital foi a 4ª DM, e eu nunca vou esquecer quando João Eloy me convidou para ir trabalhar no Cope”, recordou.

Já no Cope, Mayra Moinhos foi trilhando novos caminhos e chegou ao patamar de diretora da Divisão de Inteligência. “A Dipol é o que é porque é feita de pessoas abnegadas, competentes e dedicadas que buscam se profissionalizar diariamente. João Eloy sabia que eu era policial e mãe, confiando em mim porque sabe que isso agrega sensibilidade, intuição e integração”, salientou a diretora da Dipol.

Como diretora da Dipol, Mayra Moinhos narrou que encontrou pessoas extraordinárias. “Tem coisas que são centralizadas na Dipol. O nível de experiência agrega algo mais. Então, não foi tão difícil. A gente cresce aqui com cada desafio. Eu já sei que eu vou crescer, aprender e evoluir. Hoje, a Dipol é conhecida como uma das melhores agências na questão de inovação e tecnologia”, detalhou a experiência diária de atuar na Dipol.

Diante do sonho de se tornar policial civil e alcançar o posto de traçar estratégias em investigações de inteligência todos os dias, Mayra Moinhos destacou que a mulher pode ocupar a função que ela quiser. “É ter consciência e autoconhecimento do poder de ser mulher e fazer o que você gosta de fazer. A gente não luta para ser igual, a gente luta por equidade”, concluiu a diretora da Divisão de Inteligência da Polícia Civil de Sergipe.